sábado, 26 de julho de 2008

Devir

penso em tudo que pode ser abandono.abandonado.abandonável
o poder do presente.o poder do ausente.o poder do não futuro
pedaço solto que largamos pelos dias afora
até quando o gosto amargo de poeira ?
até quando as descobertar encobertas?
por onde vou, o caminho pode ser a trilha lá atrás que não escolhi
que não quis. que não escrevi.
deixei os sedutores aspectos de um estar aqui
perdi o gosto
perdi o devir
devassei o que queria tanto abandonar




e não resta nada para guardar.
e o ego exige um sono reparador
mas é um medo profundo que toma o lugar das decisões.

* uma imagem de Ben Cooper

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