quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nesta noite, Ausente


Nesta noite escolho não dormir.
Nesta noite quero:
Um céu que não anoiteça,
Um cão que não ladre,
Um silêncio que não se cale,
Um vestígio que não se esconda.
Nesta noite quero estar ausente de mim,
O coração vazio,
Ser um rosto sem aparência,
Uma história sem passado,
Uma viagem sem destino.
Nesta noite,
Numa ausência anunciada,
Quero me despedir das lembranças
- inutilidades do esquecimento -
Adiar supostas certezas, e sem angústias
escutar os meus ruídos.
As sutilezas de minhas sensações. Sozinho!
Como se o mundo fosse minha onda, meu mar,
minha costeira...
Ou, o meu atravessar.

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uma imagem de Zeissizm

5 comentários:

alice disse...

gostei muito da associação imagem / poema. um beijinho.

isabel mendes ferreira disse...

belo.


.





puro.

Fragmentos Betty Martins disse...

._________querido Clandestino




.hoje




a praça foi o "rumo"



adormecida a ausência

___________anunciou



que as pegadas marcadas no chão


seriam___________as



do esquecimento___________...



______________///


amei:=)








beijO_____ternO
boaSemana

Oliver Pickwick disse...

É o nirvana poético. Não custa acreditar!
Um abraço!

Madalena disse...

Depois de tão célebres gentes a comentá-lo mal sei o que dizer.

Atravesse o seu mar e solte o lastro das memórias. Entregue-se à viagem.

Desculpe o atrevimento. Eu sou assim...