sábado, 20 de junho de 2009

Um quê de sua alma em cada cor


As texturas de um caminho
encontro na bruma do dia
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Sem praga nem suspiro que me impeçam
percorro cada pedaço de um muro
do meu olhar disperso ou questionador
Sou eu que percebo suas cores
ou será a cor da longa rua que me ensina a olhar?
Úmido é o ar. caladas são as palavras
deserta essa rua no lado desconhecido do oriente...
Entretanto, por onde quer que eu esteja a andar
as cores de tantos movimentos
a rua na cidade oriental
irá por certo levar-me
a um lugar - qualquer lugar - onde possa eu
contar das cores que me ensinam a olhar

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uma imagem de J. P. Martins

9 comentários:

simplesmenteeu disse...

Na umidade da rua espelhamos os próprios pensamentos.

E as cores que nos caem do olhar, em caminhos de sensações e sentimentos, são o saber e descoberta que nós temos.

beijo

Nilson Barcelli disse...

Belo poema.

Obrigado pela sua visita. Volte sempre.

Paula Raposo disse...

Bela imagem, belo poema! Gostei muito. Beijos.

ContorNUS disse...

gostei deste destino...
voltarei (sem reticências)

Fragmentos Betty Martins disse...

.________querido Clandestino





.o leve


reflexo.do.desenho

nos_______limites



.não é senão


legenda.lugar

________vertigem

verso

._______


poema.que.[a]prende

o olhar______[...]




___________________///







beijO______ternO
bSemana

ivone disse...

"la couleur donne sans à ma vie"

concordo com chagall

Anónimo disse...

Mandei-lhe uma estrela.
Olhe por ela.
Iera

Teresa Durães disse...

as cores conseguem sempre prender o nosso olhar e a efectuarmos imagens com elas.

linda foto!

Nilson Barcelli disse...

Vim à procura de novo poema. Como não há, li mais alguns. Todos muito bons.
Abraço.